Atualizado em 06/10/2026 às 02:22
Viajar para o Chile foi uma experiência incrível, mas também nos ensinou algumas coisas que só percebemos depois de estar lá.
Em julho de 2026, viajamos em família para Santiago e conhecemos lugares como Valle Nevado, El Colorado, Farellones, Portillo e Viña del Mar. Fizemos alguns passeios por conta própria e outros com agência.

Por isso, neste artigo, reuni os principais erros e acertos da nossa viagem ao Chile — desde hospedagem e transporte até os passeios de neve, gastos e questões que fizeram diferença para mim como pessoa autista.
Se você está planejando uma viagem parecida, espero que nossa experiência ajude a tomar algumas decisões com mais segurança.
Nossos principais erros e acertos no Chile
| Decisão | Nossa avaliação |
|---|---|
| Escolher uma boa localização | 🟢 Acerto |
| Não alugar carro | 🟢 Acerto |
| Usar metrô e Uber | 🟢 Acerto |
| Deixar períodos livres no roteiro | 🟢 Acerto |
| Fazer alguns passeios por conta própria | 🟢 Acerto |
| Reservar os passeios de neve antecipadamente | 🟢 Acerto |
| Planejar melhor as roupas de neve | 🔴 Faríamos diferente |
| Levar lanches | 🟢 Acerto |
| Fazer Viña del Mar por conta própria | 🟢 Acerto |
| Não tentar conhecer tudo | 🟢 Acerto |
| Considerar melhor as necessidades sensoriais | 🟡 Aprendizado |
1. Ficar bem localizado fez diferença
Como não alugamos carro, escolher uma boa localização em Santiago facilitou bastante nossa rotina.
Estar perto de transporte, mercados e restaurantes fez diferença principalmente depois dos passeios, quando já estávamos cansados.
Hoje, continuaria priorizando localização e praticidade, mesmo que isso significasse pagar um pouco mais pela hospedagem.

Se você está pesquisando hospedagem, também pode conferir nosso guia sobre onde ficar em Santiago
2. Não alugar carro foi um acerto
Para o roteiro que fizemos, não sentimos falta de carro.
Usamos metrô, Uber e outros transportes conforme a necessidade. Para nós, foi mais simples do que lidar com trânsito, estacionamento e direção em outro país.
O Chile Travel também apresenta o transporte público como uma das opções para circular por Santiago.
Para quem pretende conhecer regiões mais afastadas ou fazer muitos passeios diferentes, entretanto, vale comparar as opções antes de decidir.
3. Não comprar um pacote fechado deu mais liberdade
Preferimos montar nossa viagem aos poucos.
Isso permitiu escolher os passeios que realmente queríamos fazer e adaptar o roteiro quando necessário.
Essa liberdade foi importante porque percebemos que nem todos os dias teriam a mesma disposição.
Para uma viagem em família, eu faria novamente dessa maneira.
4. Deixar períodos livres foi um dos nossos melhores acertos
Antes da viagem, é muito fácil querer colocar uma atração atrás da outra.
Na prática, percebemos que um roteiro muito cheio pode deixar a viagem cansativa.
Ter períodos livres permitiu descansar, fazer compras, caminhar sem pressa e até mudar os planos.
Hoje, considero esse um dos melhores aprendizados da viagem.
5. Os passeios de neve exigem planejamento
Conhecer a neve era uma das nossas grandes expectativas.
Visitamos lugares diferentes e percebemos que Valle Nevado, Farellones, El Colorado e Portillo oferecem experiências diferentes.
Por isso, antes de escolher um passeio, vale pensar no objetivo da família: brincar na neve, esquiar, conhecer a Cordilheira ou simplesmente aproveitar a paisagem.
No nosso caso, algumas escolhas funcionaram melhor do que outras.
Para comparar as opções, veja também nosso artigo sobre as estações de ski do Chile

6. Nosso maior erro foi não planejar melhor as roupas de neve
Esse foi um dos principais aprendizados da viagem.
Levamos roupas demais e, ao mesmo tempo, percebemos que algumas peças e equipamentos usados na neve não eram os mais confortáveis para nós.
Para enfrentar temperaturas baixas, não basta simplesmente levar muitas roupas. Impermeabilidade, proteção térmica, mobilidade e conforto fazem muito mais diferença.
No meu caso, isso teve uma importância ainda maior por eu ser autista. Alguns equipamentos alugados incomodaram e, em uma próxima viagem, eu levaria de casa algumas peças com as quais já estou acostumada.
Hoje, faria uma mala mais enxuta e escolheria melhor as peças específicas para neve.
Se você está planejando uma viagem de inverno, veja também nosso guia sobre o que vestir no frio e na neve em Santiago
7. Viajar sendo autista mudou algumas escolhas
Esse foi um dos aprendizados mais pessoais da viagem.
Percebi que previsibilidade, conforto e tempo para descansar fizeram diferença na experiência.
Saber antecipadamente como seria um passeio, evitar excesso de atividades no mesmo dia e ter momentos mais tranquilos ajudaram bastante.
Também percebi que uma viagem não deve ser planejada apenas considerando distância e preço. É preciso pensar na energia e nas necessidades de cada pessoa da família.
Contei mais detalhes dessa experiência no artigo Viajar para o Chile sendo autista
8. Levar alguns lanches foi uma boa decisão
Ter alimentos conhecidos na mochila ajudou principalmente durante os passeios mais longos.
Além de ser prático, isso evitou precisar procurar comida imediatamente quando bateu fome.
Para famílias que viajam com crianças ou pessoas com necessidades alimentares específicas, considero uma estratégia simples que vale a pena.
9. Fazer Viña del Mar por conta própria valeu a pena
Uma das decisões que mais gostamos foi conhecer Viña del Mar sem contratar um passeio fechado.
Usamos transporte público e conseguimos fazer tudo no nosso ritmo.
Também gastamos menos do que gastaríamos com algumas opções de excursão.
Contamos essa experiência com mais detalhes em Viña del Mar por conta própria ou com agência

10. O transporte público funcionou melhor do que esperávamos
O metrô foi muito útil durante nossa estadia em Santiago.
Também usamos Uber quando queríamos mais conforto ou praticidade.
Nosso aprendizado foi simples: não é preciso escolher apenas um meio de transporte.
Usamos cada um conforme a situação.
11. Fazer compras no mercado ajudou a economizar
Fazer algumas compras no supermercado foi uma maneira simples de controlar os gastos.
Não deixamos de experimentar restaurantes e comidas locais, mas equilibramos as refeições durante a viagem.
Para quem está tentando viajar gastando menos, pequenas economias ao longo de vários dias fazem diferença.
E, se você quer saber quanto realmente gastamos, veja quanto custa viajar para o Chile
12. Levamos roupa demais
Esse aprendizado acabou ficando diretamente ligado ao nosso planejamento para a neve.
Se voltássemos ao Chile, levaríamos uma mala mais enxuta e escolheríamos peças que pudessem ser combinadas entre si.
Além de facilitar o deslocamento, isso deixaria mais espaço para compras e lembranças.
Menos quantidade e mais peças certas seria nossa escolha hoje.
13. Portillo mostrou que nem todo passeio precisa ser obrigatório
Portillo foi uma experiência bonita, mas aprendemos uma coisa importante: nem todo passeio famoso precisa obrigatoriamente entrar no roteiro.
O que funciona para uma família pode não funcionar para outra.
Por isso, antes de reservar, vale pensar:
- quanto tempo temos;
- quanto custa;
- quanto tempo dura o deslocamento;
- qual é o nosso nível de disposição;
- e o que realmente queremos vivenciar.
14. Não tentar fazer tudo foi um acerto
Talvez esse seja o principal aprendizado da nossa viagem.
Quando começamos a pesquisar, parece que precisamos aproveitar cada minuto.
Mas percebemos que um roteiro bom não é aquele que ocupa todas as horas. É aquele que deixa espaço para a viagem acontecer.
Hoje, eu manteria essa estratégia.
15. O que faríamos diferente em uma próxima viagem ao Chile?
Se voltássemos amanhã, algumas escolhas seriam diferentes:
- levaríamos menos roupas;
- escolheríamos melhor os equipamentos para a neve;
- consideraríamos nossas necessidades sensoriais desde o início;
- manteríamos períodos livres;
- continuaríamos usando transporte público quando fosse conveniente;
- pesquisaríamos ainda mais os passeios de neve;
- e evitaríamos um roteiro excessivamente apertado.
Ao mesmo tempo, manteríamos algumas das melhores decisões: viajar com flexibilidade, fazer parte dos passeios por conta própria e não tentar conhecer tudo de uma vez.
Afinal, vale a pena viajar para o Chile?
Para nós, sim.
Mas nossa principal conclusão foi que não existe uma viagem perfeita. Existe uma viagem que combina com o orçamento, o ritmo e a realidade de cada família.
Alguns dos nossos erros acabaram se transformando nas melhores dicas para uma próxima viagem.
Se você está começando seu planejamento, confira também nosso roteiro de 9 dias no Chile
Experiência: nossa viagem ao Chile aconteceu em julho de 2026. Valores, horários e condições dos serviços podem mudar, por isso recomendamos confirmar informações importantes diretamente nos sites oficiais antes da viagem.


