Atualizado em 20/08/2026 às 10:18
Os erros e acertos no Chile mostraram que pequenas decisões podem fazer uma grande diferença no orçamento, no conforto e na experiência de uma família.Entretanto, depois de viver a experiência em família, percebemos que uma viagem internacional envolve dezenas de pequenas decisões que podem facilitar — ou complicar — cada dia.
Por isso, este artigo nasceu justamente daquilo que não aparece nos roteiros tradicionais. Aqui, não queremos apenas dizer onde fomos ou quais lugares são bonitos. Queremos contar quais escolhas deram certo, quais decisões nos fizeram economizar, quais erros cometemos e o que faríamos diferente se voltássemos ao Chile amanhã.
Além disso, nossa viagem aconteceu em 2026, durante o inverno chileno, com dias em Santiago e passeios para a neve. Assim, nossas conclusões vêm de uma experiência recente e real, feita em família. Naturalmente, cada viajante possui necessidades diferentes, mas acreditamos que conhecer os bastidores de uma viagem ajuda muito mais do que simplesmente copiar um roteiro pronto.
O maior acerto da viagem: escolher Providencia como nossa base
Primeiramente, escolher Providencia para ficar em Santiago foi uma das decisões que mais facilitaram nossa viagem. Antes de reservar, não pensamos somente no preço da hospedagem. Consideramos localização, acesso ao metrô, comércio, restaurantes, possibilidade de caminhar e facilidade para retornar depois de um dia inteiro de passeio.
Essa escolha também combinou perfeitamente com outra decisão: não alugar carro. Durante a viagem, percebemos que não precisávamos de um automóvel para conhecer Santiago. Utilizamos o metrô em boa parte dos deslocamentos e recorremos ao Uber principalmente à noite, quando queríamos mais praticidade.
Consequentemente, economizamos com combustível, estacionamento e aluguel e ainda evitamos dirigir em uma cidade que não conhecíamos. Para quem está montando o próprio roteiro, essa combinação pode funcionar muito bem, principalmente quando a hospedagem fica próxima de transporte público.
Airbnb: conforto e economia para uma viagem em família
Em seguida, outro acerto foi escolher um Airbnb. Para nossa família, ter um apartamento fez diferença porque conseguimos organizar alimentos, roupas, compras e horários com muito mais liberdade.
Em vez de depender de restaurante em todas as refeições, pudemos comprar produtos no mercado e preparar algumas coisas na própria hospedagem. Isso trouxe economia, mas também criou uma rotina mais confortável depois de dias longos de passeio.
Por esse motivo, eu considero a hospedagem uma das decisões que mais merece atenção antes de viajar. Não basta encontrar uma diária barata: é preciso calcular quanto você gastará para se deslocar, quanto tempo perderá no trânsito e se a estrutura realmente combina com a sua família.
Quer saber quanto realmente gastamos? No artigo Quanto custa viajar para o Chile em 2026? Gastos reais da nossa família em Santiago e na neve, mostramos os gastos da nossa viagem e como distribuímos o orçamento.
Deixar dias livres foi melhor do que preencher cada horário
Inicialmente, tivemos aquela vontade comum de quem viaja para outro país: colocar o máximo possível no roteiro. Afinal, queríamos conhecer Santiago, subir para a neve, visitar vinícolas, conhecer o litoral e ainda fazer compras.
Contudo, decidimos deixar alguns períodos livres. Essa escolha acabou sendo uma das melhores da viagem. Pudemos caminhar sem pressa, conhecer lojas, entrar em shopping, descansar e simplesmente observar a cidade.
Depois de alguns dias, entendemos uma coisa importante: um roteiro bom não é aquele que ocupa todas as horas; é aquele que deixa espaço para a viagem acontecer.
Por que não marcamos passeio no primeiro dia completo?
Sobretudo, evitamos colocar um passeio importante logo no primeiro dia completo. Usamos esse período para conhecer a região de Providencia, ir ao mercado, trocar dinheiro, observar o clima e entender melhor a logística.
Essa adaptação foi importante porque chegamos ao país depois de uma viagem de avião e ainda precisávamos organizar nossa rotina. Além disso, viajar no inverno exige atenção especial às condições da montanha.
O Ministério da Saúde do Chile recomenda que viajantes façam planejamento prévio e, quando necessário, procurem orientação de medicina do viajante antes da viagem. O órgão também recomenda considerar seguro internacional com cobertura de saúde.
Outro grande acerto: montar nosso próprio pacote
Posteriormente, percebemos que não precisávamos comprar um pacote fechado. Preferimos pesquisar cada parte da viagem e montar uma combinação que tivesse sentido para nossa família.
Compramos a passagem, escolhemos a hospedagem, selecionamos os passeios e decidimos quais deslocamentos faríamos por conta própria. Dessa maneira, conseguimos encaixar dias livres e escolher experiências que realmente queríamos viver.
Além disso, algumas agências brasileiras que pesquisamos ofereciam parcelamento, inclusive em até 10 vezes. Para nós, isso ajudou bastante porque conseguimos distribuir o custo da viagem ao longo dos meses.
Planejando sua viagem agora? Veja também nosso guia Como planejar uma viagem para o Chile em 2026: custos, roteiro, neve e dicas reais.
Reservar os passeios com antecedência também funcionou
Do mesmo modo, reservar os principais passeios antes da viagem nos deixou mais tranquilos. No inverno, quando a procura por neve aumenta, não queríamos chegar ao Chile e descobrir que determinado passeio estava lotado.
Os conteúdos que competem por essa intenção de busca também destacam esse ponto: inverno e neve exigem mais planejamento, especialmente para passeios de montanha.
Assim, conseguimos organizar nosso roteiro antes do embarque e, em alguns casos, aproveitar o parcelamento oferecido pelas agências.
Andes Panorâmico: uma escolha que funcionou para nós
Entre os passeios de montanha, escolher o Andes Panorâmico foi um dos acertos. Antes de viajar, comparamos diferentes opções e percebemos que não deveríamos escolher simplesmente o passeio mais famoso.
Precisávamos pensar no nosso ritmo, na experiência que queríamos ter e na composição da nossa família. No nosso caso, a escolha funcionou melhor do que apostar em um dia centrado no Parque Farellones.
Entretanto, isso não significa que Andes Panorâmico seja universalmente melhor. Significa que o melhor passeio depende do que você espera encontrar na montanha.
Por isso, se essa também é a sua dúvida, leia Farellones ou Andes Panorâmico: qual vale mais a pena?. Fizemos a comparação justamente para ajudar quem está nessa decisão.
O que faríamos diferente em relação a Portillo
Por outro lado, Portillo foi uma escolha que hoje analisaríamos com muito mais cuidado. Quando fomos, a experiência nos mostrou alguns aspectos que não tínhamos considerado suficientemente durante o planejamento.
Portillo é lindo, mas será que vale mesmo o bate e volta saindo de Santiago? Nós fomos, enfrentamos filas, lotação e alguns perrengues e contamos o que realmente encontramos por lá. Leia nossa experiência completa em Portillo.
Além disso, nos dias anteriores à nossa visita, Portillo havia passado por períodos em que não estava abrindo normalmente, o que aumentou nossa preocupação com a programação. Quando finalmente fomos, encontramos o local muito cheio, com grande concentração de visitantes. Para quem imagina um passeio tranquilo pela neve, essa lotação pode mudar bastante a experiência.
Outro ponto que nos chamou atenção foram as filas longas para utilizar os banheiros e para comprar produtos e alimentos. Em alguns momentos, a quantidade de pessoas fazia com que tarefas simples demorassem mais do que esperávamos. Para uma família, principalmente quando há criança e um dia inteiro de passeio pela frente, esse tipo de detalhe pesa bastante na experiência.
Por isso, percebemos que não deveríamos avaliar um passeio de neve apenas pela paisagem ou pela fama do destino. Movimento, funcionamento das atrações, estrutura disponível, filas, tempo de deslocamento e perfil da família também precisam entrar na decisão.
Depois da experiência, entendemos que teríamos analisado melhor se aquele era realmente o passeio que combinava com nossa família naquele momento. Não significa que Portillo seja um lugar que não vale a pena conhecer. Significa que, para nós, a experiência poderia ter sido diferente se tivéssemos considerado também a possibilidade de encontrar o destino muito lotado e com períodos de funcionamento afetados pelas condições da montanha.
Esse foi um dos aprendizados mais importantes da viagem: um destino pode ser lindo e, ainda assim, não ser a melhor escolha para determinada família ou para determinado dia.
Por isso, antes de escolher sua estação de neve, vale comparar as alternativas e pensar não apenas na paisagem, mas também na estrutura, nas atividades, no deslocamento e no perfil de quem estará viajando.
Se você está justamente nessa dúvida, leia nosso comparativo Valle Nevado, Farellones, El Colorado ou Portillo: qual escolher? e veja as diferenças entre as principais opções de neve no Chile.
Também vale conferir Farellones ou Andes Panorâmico: qual vale mais a pena?, principalmente se você procura uma experiência diferente de um dia muito movimentado em uma estação de neve.
Roupa para neve: aqui tivemos um dos nossos maiores erros
Enquanto isso, nossa experiência com roupa de neve trouxe uma das maiores lições da viagem.
Alugamos roupas em uma loja que apresentava preços interessantes, mas a qualidade das peças que recebemos não atendeu às nossas expectativas, principalmente em relação à impermeabilidade.
Depois da experiência, eu faria diferente: levaria de casa minha própria calça impermeável e uma blusa impermeável de boa qualidade.
Essa decisão teria evitado depender da qualidade das peças disponíveis para aluguel e ainda permitiria utilizar essas roupas em outros momentos da viagem.
O frio da montanha exige mais planejamento
Além disso, a roupa que funciona em Santiago pode não ser suficiente para a montanha. O vento, a neve e a exposição ao ambiente de altitude mudam completamente a sensação térmica.
Por isso, não recomendo montar a mala pensando apenas na temperatura indicada para Santiago. É necessário considerar também os dias de montanha.
Se você ainda está montando sua mala, leia nosso Guia completo de roupa para frio e neve em Santiago: o que levar para o Chile sem passar frio.
Como autista, eu teria levado meus próprios itens de neve
Particularmente, essa experiência me ensinou algo que ultrapassa a questão financeira.
Como autista, percebi durante a viagem que teria sido melhor levar meus próprios produtos e equipamentos de neve sempre que possível. Ter objetos escolhidos por mim, já conhecidos e higienizados teria proporcionado mais conforto.
Essa é uma das razões pelas quais acredito que o planejamento de uma viagem não deve considerar apenas preço e logística. Conforto sensorial também precisa entrar no roteiro.
Leia também: Autismo e viagens: rotina e sobrecarga sensorial
Para algumas famílias neurodivergentes, um pequeno detalhe pode determinar se determinada experiência será agradável ou extremamente cansativa.
Óculos de neve: outra situação que nos fez repensar
De maneira semelhante, tivemos uma situação com os óculos disponibilizados pela loja de aluguel de roupas de neve. No momento, não me senti confortável com a higienização do equipamento e preferimos não utilizá-lo.
Depois disso, ficou claro que, em uma próxima viagem, eu levaria meus próprios óculos adequados para neve.
Além da questão pessoal, existe uma razão prática para levar proteção adequada: ambientes nevados podem apresentar forte luminosidade e exposição à radiação ultravioleta. O CDC chama atenção para o aumento da exposição UV em altitude e para a reflexão da radiação pela neve.
Levamos roupa demais — e esse foi um erro
Curiosamente, um dos maiores erros da nossa mala foi justamente tentar nos preparar demais para o frio.
Levamos muitas roupas e ocupamos um espaço precioso que poderia ter sido utilizado para compras.
No Chile, encontramos produtos e oportunidades que gostaríamos de trazer, mas a mala já estava muito cheia. Em uma próxima viagem, eu montaria uma mala mais estratégica, com menos peças e mais combinações.
Por consequência, também reservaria espaço desde o início para aquilo que pretendemos comprar.
Compras no Chile: deveríamos ter pensado nisso antes
Aliás, uma viagem ao Chile também pode incluir compras. Nós gostamos especialmente de procurar doces na La Mundial, vinhos no Diez e produtos nos mercados.
Ter um dia reservado para comprar doces e vinhos com calma foi um acerto. Não precisávamos correr entre um passeio e outro carregando sacolas.
Entretanto, ter levado roupa demais dificultou essa etapa.
A lição ficou: se você pretende comprar no destino, planeje espaço para as compras antes de fechar a mala.
Ir ao mercado foi uma das melhores decisões
Em seguida, fomos ao mercado e conseguimos comprar alimentos, bebidas e lanches para a hospedagem.
Para uma família hospedada em Airbnb, considero essa parada praticamente estratégica. Além de reduzir gastos, permite ter opções disponíveis para momentos em que ninguém quer sair novamente.
Também gostamos de conhecer produtos locais e observar os preços. O mercado acabou se tornando parte da experiência da viagem.
Durante a viagem, também conhecemos diferentes supermercados e lojas de conveniência em Santiago, como OXXO, Jumbo e Líder.
Foi interessante comparar os preços, encontrar produtos diferentes dos que temos no Brasil e comprar alimentos e lanches para os dias de passeio. Essa experiência também nos ajudou a entender melhor onde valia a pena comprar cada tipo de produto, principalmente porque os preços podem variar bastante entre uma loja e outra.
Lanche no avião: um erro simples que custou mais
Por outro lado, cometemos um erro antes mesmo de pousar no Chile: não levamos lanche suficiente para meu filho durante o voo.
Como viajamos em uma companhia aérea de baixo custo, acabamos comprando alimentação durante o trajeto.
Além do gasto, ter levado alimentos conhecidos teria proporcionado mais conforto para ele. Essa experiência reforçou algo que considero fundamental em viagens em família: não deixe para pensar na alimentação somente quando a fome aparecer.
Lanches nos passeios também ajudaram
Da mesma forma, levamos lanches para alguns passeios e percebemos uma economia importante.
Não deixamos de experimentar comidas chilenas. Pelo contrário, queríamos provar pratos e bebidas típicas. A diferença é que não precisávamos comprar qualquer alimento simplesmente porque estávamos com fome no meio de um deslocamento.
O próprio Ministério da Saúde chileno recomenda cuidados com alimentos e água durante viagens, incluindo atenção à procedência e higiene dos alimentos.
Metrô: economia que realmente sentimos no bolso
Enquanto isso, o metrô se tornou um dos nossos principais aliados.
Utilizamos o transporte público para diversos deslocamentos e deixamos o Uber principalmente para a noite. Essa combinação reduziu bastante nossos gastos.
Em vez de pagar uma corrida para cada trajeto, usamos o transporte público durante o dia e o aplicativo quando queríamos mais praticidade.
Quer entender como funciona? Leia nosso guia Como usar o metrô de Santiago.
Uber à noite: para nós, valeu a pena
Depois que escurecia, priorizamos o Uber em determinadas situações.
Não significa que consideramos o metrô inadequado. A questão era simplesmente equilibrar economia e conforto. Depois de passar o dia caminhando, voltar diretamente para a hospedagem muitas vezes valia o custo da corrida.
Assim, economizamos durante o dia e usamos o aplicativo quando realmente fazia sentido.
Transvip: nossa escolha para ida e volta do aeroporto
Para os deslocamentos de ida e volta ao aeroporto, escolhemos o Transvip, e essa foi uma decisão que funcionou muito bem para nossa família. Já chegamos ao Chile com o transporte organizado e também deixamos o retorno programado, evitando a preocupação de procurar um carro ou transporte de última hora.
Além disso, ter o transfer previamente contratado trouxe mais tranquilidade, principalmente por estarmos com malas e chegando a um país que ainda não conhecíamos. No retorno, também tivemos a segurança de saber que o transporte até o aeroporto já estava planejado.
Por isso, o Transvip foi uma das escolhas que repetiríamos em uma próxima viagem. Para os demais deslocamentos em Santiago, combinamos metrô durante o dia e Uber principalmente à noite. No nosso caso, essa combinação entre transfer para o aeroporto, transporte público e aplicativo foi uma maneira prática de equilibrar segurança, conforto e economia.
Cartão internacional: usamos na maior parte da viagem
No planejamento financeiro, decidimos utilizar um cartão internacional, principalmente a Wise, para concentrar boa parte dos pagamentos durante a viagem. Essa escolha facilitou nossa rotina porque não precisávamos carregar todo o dinheiro em espécie e conseguíamos acompanhar os gastos pelo aplicativo.
A Wise informa oficialmente que seu cartão pode ser utilizado no Chile e permite trabalhar com pesos chilenos, além de outras moedas. Na prática, isso facilitou bastante nossa organização, já que conseguimos acompanhar as despesas e utilizar o cartão em grande parte dos estabelecimentos que visitamos.
Se você também está planejando viajar para o Chile, pode conhecer o cartão Wise e verificar as condições disponíveis para a sua viagem: Conheça a Wise e peça seu cartão internacional.
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Mesmo usando o cartão na maior parte da viagem, não viajamos sem dinheiro em espécie. Levamos pesos chilenos para situações específicas, principalmente em passeios de montanha e pequenos pagamentos.
Mas não viajamos sem dinheiro em espécie
Apesar disso, não recomendamos depender exclusivamente do cartão.
Durante nossa viagem, percebemos que ainda existem situações em que o dinheiro físico facilita. Nos passeios de montanha, por exemplo, encontramos pequenos pagamentos para os quais preferimos ter pesos chilenos disponíveis.
Por isso, nossa estratégia funcionou melhor com cartão internacional + dinheiro em espécie para necessidades específicas.
A moeda oficial do Chile é o peso chileno, e a própria Wise recomenda atenção para que o viajante escolha a moeda local ao realizar pagamentos ou saques quando houver essa opção.
Trocar dinheiro: fizemos na cidade
Além disso, trocamos dinheiro em Santiago, na região da Calle Agustinas, em vez de deixar toda a operação para o aeroporto.
Essa decisão fez parte do nosso planejamento financeiro. Antes da viagem, pesquisamos as formas de pagamento e acompanhamos os valores para entender melhor nosso orçamento.
O importante é não transformar uma estratégia pessoal em regra universal: as cotações mudam, as taxas variam e cada viajante deve comparar as opções disponíveis no momento da viagem.
Planejamento financeiro evitou sustos
Antes de embarcar, acompanhamos os valores de hospedagem, passeios, alimentação, transporte e compras.
Essa preparação permitiu que chegássemos ao Chile com uma noção de quanto poderíamos gastar por dia.
Como resultado, conseguimos economizar sem transformar a viagem em uma busca permanente pelo menor preço.
Nossa filosofia foi simples: economizar onde não faria diferença no conforto e gastar onde a experiência realmente importava.
Seguro viagem: um acerto que manteríamos
Igualmente, contratamos seguro viagem e manteríamos essa decisão em uma próxima viagem.
O Ministério da Saúde do Chile recomenda considerar um seguro internacional com cobertura de saúde para viajantes.
Para quem viaja para a neve, eu ainda analisaria cuidadosamente as coberturas relacionadas às atividades planejadas, além de assistência médica, bagagem e outras condições previstas no contrato.
Se você ainda não contratou o seu seguro para o Chile, vale comparar as coberturas antes de escolher. Nós recomendamos pesquisar opções da Assist Card, especialmente observando cobertura médica, assistência durante a viagem, bagagem e as condições específicas para as atividades que você pretende realizar.
Calcule o valor do seu seguro viagem Assist Card e veja as coberturas disponíveis para o Chile
Dica: não escolha o seguro apenas pelo menor preço. Antes de contratar, confira atentamente as coberturas, limites de assistência, regras para atividades na neve e demais condições da apólice.
Antes de comprar, confira nosso artigo: Seguro viagem para o Chile: quanto custa, vale a pena e como escolher o melhor plano.
Pagar pela mala despachada valeu para nós
Da mesma maneira, pagamos para despachar uma mala e reservar nossos assentos.
Algumas pessoas preferem economizar nesses itens, e isso pode funcionar. Porém, para nossa família, o conforto e a organização justificaram o gasto.
Em uma viagem de inverno, roupas volumosas ocupam espaço rapidamente. Por isso, preferimos pagar pela bagagem em vez de tentar encaixar tudo em uma mala menor.
Viña del Mar por conta própria: um dos maiores acertos
Surpreendentemente, fazer Viña del Mar por conta própria foi uma das experiências que mais gostamos.
Será que vale a pena pagar cerca de R$ 260 por pessoa em uma excursão para conhecer Viña del Mar e Valparaíso? Nós decidimos fazer diferente: fomos de Santiago por conta própria, gastamos cerca de R$ 90 por pessoa nas passagens de ônibus e conhecemos Viña del Mar no nosso ritmo. Neste artigo, contamos como foi a experiência e se realmente vale a pena economizar organizando o passeio sozinho
Não precisamos acompanhar o ritmo de um grupo e conseguimos organizar o passeio conforme nossas preferências.
Essa experiência mostrou que nem todo deslocamento precisa de agência. Quando existe informação suficiente e a família se sente confortável, fazer determinados passeios por conta própria pode oferecer mais liberdade.
Esse é um dos motivos pelos quais gosto de trabalhar com roteiros flexíveis: eles permitem decidir quando vale contratar alguém e quando podemos fazer sozinhos.
O erro de não reservar os restaurantes que realmente queríamos
Porém, nem tudo saiu como planejado.
Eu deveria ter organizado melhor os restaurantes que realmente queria conhecer.
Durante a preparação, demos muita atenção aos passeios, ao transporte, à neve, às compras e ao orçamento. Como consequência, alguns restaurantes que estavam na minha lista acabaram ficando de fora.
Em uma próxima viagem, faria uma pequena lista de prioridades gastronômicas e distribuiria os restaurantes pelos dias.
Assim, não precisaríamos escolher onde comer somente quando a fome aparecesse.
Queríamos mais vinícolas
Outro ponto que mudaríamos seria incluir mais vinícolas no roteiro.
O Chile é conhecido mundialmente pela produção de vinhos e, como gostamos desse tipo de experiência, poderíamos ter reservado mais tempo para conhecer esse lado do país.
Por isso, em uma próxima viagem, equilibraria melhor neve, Santiago, litoral e vinícolas.
Manhã e tarde para passeios; noite para respirar
Por fim, uma das estratégias que mais funcionaram foi organizar os principais passeios entre manhã e tarde e deixar as noites mais leves.
Depois de um dia de caminhada, frio ou deslocamento para a montanha, não queríamos terminar o dia correndo para outro compromisso.
Assim, reservamos algumas noites para shopping, caminhadas leves, refeições e descanso.
Essa estratégia foi especialmente importante para nossa família porque uma viagem não precisa ser uma competição para descobrir quantos lugares conseguimos visitar.
Mochila de avião: pequena decisão, grande praticidade
Do mesmo modo, levar uma mochila que cabe como item pessoal da companhia aérea foi uma pequena decisão que fez muita diferença durante a nossa viagem. Além de utilizá-la no avião, conseguimos aproveitar a mesma mochila nos passeios em Santiago e nos deslocamentos, levando alimentos, documentos, carregadores, objetos pessoais e tudo aquilo que precisávamos ter à mão.
Além disso, escolher uma mochila com tamanho compatível com as regras de bagagem da companhia aérea ajuda a aproveitar melhor o espaço e evita transformar a mochila em mais uma mala. Para nós, foi especialmente útil porque conseguimos manter os itens mais importantes sempre por perto durante os voos e também durante os passeios.
Se você está procurando uma mochila para viajar de avião, vale conferir os modelos que foram pensados para caber como item pessoal e comparar as medidas com as regras da sua companhia aérea: Veja a mochila que usamos/recomendamos para viajar de avião.
Dica importante: antes de comprar, confira as medidas permitidas pela companhia aérea e pela tarifa que você adquiriu. Uma mochila anunciada como “tamanho de avião” não significa automaticamente que ela será aceita como item pessoal em todas as empresas.
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Balança digital: um item pequeno que salvou nossa organização
Outra pequena decisão que fez diferença foi levar uma balança digital para pesar as malas. Depois das compras no Chile, principalmente de roupas, doces e vinhos, conseguimos conferir o peso das bagagens antes de sair para o aeroporto e reorganizar o que fosse necessário.
Além disso, a balança ocupou pouquíssimo espaço na mala e nos deu mais segurança para não descobrir um possível excesso de peso somente no balcão da companhia aérea. Para quem viaja no inverno ou pretende fazer compras durante a viagem, considero um daqueles acessórios simples que realmente valem a pena ter.
Se você também quer evitar surpresas com excesso de bagagem, vale ter uma balança digital portátil na mala: Veja a balança digital para pesar malas antes do voo.
Dica: procure um modelo compacto, leve, com capacidade adequada ao limite da sua companhia aérea e, de preferência, com visor fácil de visualizar.
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O que faríamos exatamente igual?
Em síntese, repetiríamos várias decisões:
Ficar em Providencia.
Escolher Airbnb.
Não alugar carro.
Usar metrô durante o dia e Uber em determinadas noites.
Usar Transvip quando a logística justificasse.
Levar lanches.
Contratar seguro viagem.
Usar cartão internacional como principal meio de pagamento.
Manter algum dinheiro em pesos chilenos.
Reservar passeios importantes antecipadamente.
Deixar períodos livres.
Ir ao mercado.
Reservar um dia para compras.
Organizar os passeios principalmente pela manhã e à tarde.
Manter as noites mais tranquilas.
O que não repetiríamos?
Por outro lado, algumas decisões entrariam na nossa lista de mudanças:
Não levaríamos tanta roupa.
Não confiaríamos apenas no aluguel de roupas de neve.
Levaríamos nossas próprias peças impermeáveis.
Levaríamos nossos próprios óculos para neve.
Levaríamos mais opções de alimentação para o avião.
Organizaríamos os restaurantes prioritários.
Avaliaríamos Portillo com mais cuidado.
Incluiríamos mais vinícolas.
Reservaríamos espaço na mala para compras desde o início.
Nossa maior lição sobre viajar para o Chile
Finalmente, nossa maior conclusão não envolve um lugar específico, uma agência ou um produto.
Aprendemos que o melhor roteiro não é necessariamente o mais cheio, o mais barato ou o mais famoso. É aquele que combina com a família que está viajando.
Para nós, isso significou escolher Providencia, usar transporte público, deixar noites livres, contratar alguns passeios, fazer outros por conta própria, levar lanches e considerar nossas necessidades individuais.
Também aprendemos que planejamento financeiro começa muito antes do aeroporto. Acompanhar preços, escolher onde gastar e reservar com antecedência nos ajudou a viajar sem a sensação de que cada decisão poderia estourar o orçamento.
E, principalmente, descobrimos que errar durante uma viagem também pode ensinar.
Se voltássemos ao Chile, não tentaríamos fazer tudo exatamente igual. Faríamos uma viagem ainda mais personalizada.
Afinal, quais foram nossos maiores erros e acertos no Chile?
Em resumo, nossos maiores acertos foram ficar em Providencia, escolher Airbnb, não alugar carro, usar metrô e Uber de maneira estratégica, contratar seguro, utilizar cartão internacional, reservar alguns passeios antecipadamente, levar lanches, deixar dias livres e montar nosso próprio pacote.
Já os principais erros foram levar roupa demais, confiar em um aluguel de roupas que não entregou a impermeabilidade que esperávamos, não levar nossas próprias peças de neve, não planejar melhor os restaurantes, escolher Portillo sem analisar todas as alternativas e não reservar mais espaço na mala para as compras.
Portanto, se você está planejando sua primeira viagem, não precisa copiar nossas escolhas. Use nossa experiência para fazer perguntas melhores antes de decidir.
Onde vou ficar?
Preciso realmente de carro?
Esse passeio combina com o perfil da minha família?
Tenho roupa adequada para a montanha?
Quanto vou gastar se deixar essa decisão para a última hora?
Tenho dinheiro em espécie para pequenas despesas?
Estou deixando espaço para descanso?
Essas perguntas podem parecer simples, mas foram justamente elas que fizeram diferença na nossa viagem.
Continue planejando sua viagem ao Chile
Se você chegou até aqui porque está organizando uma viagem ao Chile, alguns dos nossos outros conteúdos podem ajudar a transformar essas experiências em um roteiro completo.
Para começar pelo orçamento, leia Quanto custa viajar para o Chile em 2026? Gastos reais da nossa família em Santiago e na neve.
Se ainda estiver montando o roteiro, veja Roteiro Chile: guia completo de Santiago e passeios.
Para quem está decidindo os passeios de neve, recomendamos Valle Nevado, Farellones, El Colorado ou Portillo: qual escolher?.
Se a dúvida estiver entre duas experiências específicas, confira Farellones ou Andes Panorâmico: qual vale mais a pena?.
Para economizar nos deslocamentos, veja Como usar o metrô de Santiago.
E, antes de fechar a mala, não deixe de consultar Roupa para frio e neve em Santiago: guia completo do que levar para o Chile.
Uma última dica antes de embarcar
Nossa viagem ao Chile não foi perfeita — e justamente por isso ela virou um conteúdo tão importante para nós.
Os acertos mostraram o que vale repetir. Os erros mostraram o que merece planejamento. E as pequenas descobertas, como levar lanches, usar o metrô, reservar espaço na mala e deixar as noites livres, mostraram que uma viagem confortável é construída nos detalhes.
Se você está planejando sua viagem ao Chile, esperamos que nossas experiências ajudem você a gastar melhor, escolher melhor e, principalmente, viajar com mais tranquilidade.
Porque, depois de voltar, percebemos uma coisa que gostaríamos de ter entendido antes de embarcar:
não existe viagem perfeita. Existe viagem bem planejada para a realidade de cada família.
Fontes e referências
As informações de saúde e segurança utilizadas como apoio neste conteúdo foram confrontadas com recomendações do Ministerio de Salud de Chile, que orienta viajantes sobre preparação prévia, seguro internacional, alimentação, água e cuidados durante a viagem.
Para informações relacionadas a pagamentos e uso de cartão internacional no Chile, consultamos as orientações oficiais da Wise, incluindo informações sobre pagamentos em pesos chilenos e conversão de moeda.


