Em outubro de 2026, meu filho Lucas participou de uma excursão escolar ao Acampark, em Charqueada, São Paulo. A viagem saiu de Itararé, com uma parada em Itapetininga para comer. Segundo ele, o passeio teve dinossauros, tirolesa, arvorismo, piscina e uma experiência em 4D. A piscina foi sua atividade favorita, enquanto a atração em 4D foi a que menos o agradou.
Nossa experiência com o Acampark em Charqueada
Quando uma criança volta de uma excursão escolar, é natural querer saber como foi o dia. Quais atrações conheceu? O que mais chamou sua atenção? De qual atividade gostou mais? E teve alguma coisa de que não gostou?
Foi ouvindo o Lucas contar sobre sua visita ao Acampark em Charqueada que consegui reconstruir os principais momentos dessa experiência.

Sou uma mãe autista e, por isso, tenho um olhar atento para as diferentes maneiras de perceber, vivenciar e comunicar experiências. Mas não quero transformar cada preferência do meu filho em uma explicação sobre o autismo. Prefiro escutar o que ele tem a dizer e respeitar sua própria interpretação do que viveu.
A excursão aconteceu em outubro de 2026, e Lucas compartilhou comigo detalhes que vão desde o transporte e as refeições até as atrações temáticas e os momentos de lazer.
O que mais me chamou a atenção foi a maneira direta como ele avaliou o passeio. Entre tantas atividades, sua favorita foi a piscina. Já a experiência em 4D foi a que menos gostou, porque achou demorada.
Neste artigo, compartilho o relato dele, com os detalhes que conseguiu recordar. É uma experiência pessoal, não uma avaliação técnica do parque nem uma garantia de que outras crianças terão a mesma impressão.
Saída de Itararé e chegada ao Acampark
A excursão escolar saiu de Itararé, no interior de São Paulo, e seguiu viagem em dois ônibus de aproximadamente 50 lugares cada, além de um micro-ônibus.
Durante o trajeto, o grupo fez uma parada em Itapetininga para comer. Depois, continuou a viagem até Charqueada, onde fica o Acampark.
Ele também contou que cada ônibus tinha seu próprio guia. O guia do primeiro ônibus se chamava Roberto.
Na chegada, os participantes receberam orientações para começar as atividades. Lucas relatou que foi solicitado o uso de repelente e protetor solar e que havia dois espaços para troca de roupa, separados entre meninos e meninas.
Segundo ele, as mães podiam entrar para ajudar nesse momento, e era possível deixar alguns pertences sobre as camas disponíveis no local.
Depois dessa primeira etapa, o grupo foi tomar café da manhã. Lucas se lembrou de ter comido pão e suco de laranja.
Esses detalhes ajudam a entender como foi a organização da excursão desde a saída de Itararé até o início das atividades. Para quem pretende visitar o parque, vale confirmar antecipadamente as condições de recepção dos grupos, os vestiários e os espaços disponíveis para guardar pertences, pois a organização pode variar conforme a modalidade da visita.
A área dos dinossauros: caverna, holograma e labirinto
A primeira atividade de que Lucas falou foi a área temática dos dinossauros. Ele contou que havia um baú com névoa e uma árvore gigante que contava histórias, além de elementos interativos.
Outro ponto que chamou sua atenção foi a caverna temática. Segundo o relato dele, o percurso também incluía um labirinto, figuras de dinossauros acompanhadas de letras e “morcegos de verdade” dentro da caverna.
Lucas também mencionou um holograma de dinossauro e um portal relacionado ao universo dos dinossauros, pelo qual o grupo passava ao sair daquele cenário.
São detalhes que ajudam a imaginar o ambiente que ele encontrou. Em vez de apenas dizer que visitou uma atração de dinossauros, ele se lembrou de elementos específicos do percurso e dos cenários.
O que é uma atração temática interativa? É uma experiência que combina cenários, recursos visuais e elementos narrativos com a participação do visitante, que percorre os ambientes e observa diferentes detalhes durante a atividade.

Para famílias que planejam passeios, vale considerar que cada criança pode se interessar por aspectos diferentes de uma mesma atração. Algumas prestam mais atenção aos personagens; outras preferem explorar os espaços ou observar os detalhes dos cenários.
No caso do Lucas, essa foi uma das atividades que fizeram parte da excursão, mas ele não a apontou como sua favorita.

Tirolesa e arvorismo: as atividades de aventura
Depois da área dos dinossauros, Lucas contou que o grupo seguiu para as atividades de aventura: a tirolesa e o arvorismo.

Ele explicou que a tirolesa ficava em uma área mais afastada e que o percurso atravessava um rio. Já o arvorismo envolvia uma escada de madeira e trechos em que era necessário manter o equilíbrio.
Essas atividades acrescentaram uma proposta diferente à programação, com percursos que envolviam movimento corporal e equilíbrio.
Não vou afirmar como Lucas se sentiu em cada uma delas, porque ele não me contou todos os detalhes. Prefiro respeitar o que realmente relatou, sem preencher as lacunas com suposições.
Para quem pretende organizar uma visita ao Acampark, é interessante perguntar diretamente ao estabelecimento quais são os requisitos de participação, os equipamentos de segurança utilizados e como funciona a supervisão nas atividades de aventura.
Essas informações são especialmente úteis quando a excursão reúne crianças de diferentes idades e com necessidades variadas.
Como foi o almoço no Acampark?
Depois das atividades da manhã, chegou a hora do almoço.
Lucas contou que a refeição foi servida no sistema self-service e que ele se serviu de arroz, brócolis, cenoura, macarrão e bife. Para beber, segundo ele, havia suco de caju ou água.
O almoço fez parte da rotina da excursão e marcou uma pausa entre as atividades.
Para famílias que precisam planejar a alimentação durante passeios, especialmente quando as crianças têm preferências ou restrições alimentares, recomendo consultar antecipadamente o cardápio e verificar se é possível informar necessidades específicas.
Não tenho informações suficientes para afirmar quais adaptações alimentares o parque oferece atualmente. Por isso, essa confirmação deve ser feita diretamente com o estabelecimento ou com a organização responsável pela excursão.
A piscina foi a atividade favorita do Lucas
Depois do almoço, Lucas contou que o grupo trocou de roupa, passou protetor solar e foi para a piscina. Ele também mencionou que havia uma bola de futebol disponível.
Quando perguntei de qual atividade mais havia gostado, sua resposta foi direta: a piscina.
Esse detalhe me fez pensar em como a experiência de uma criança pode ser diferente daquilo que os adultos imaginam. Poderíamos pensar que os cenários de dinossauros, o holograma ou a tirolesa seriam os grandes destaques do passeio. Para Lucas, porém, o momento favorito foi a piscina.
Não preciso inventar uma explicação para essa escolha. Ele gostou mais da piscina, e essa preferência merece ser registrada exatamente como foi relatada.
Como mãe autista, valorizo a escuta e o respeito às preferências individuais. Isso não significa que a escolha do Lucas tenha relação direta com o autismo, nem que outras crianças autistas necessariamente prefiram atividades semelhantes.
Significa que vale a pena perguntar às crianças o que realmente gostaram de fazer, em vez de decidir por elas quais experiências deveriam ter sido as mais marcantes.
A atividade em 4D foi a que ele menos gostou
Na parte da tarde, Lucas contou que participou de uma atividade que chamou de “usina nuclear 4D”.
Segundo ele, houve um quiz com perguntas e respostas sobre as savanas, e os participantes receberam óculos para acompanhar uma experiência em 4D relacionada aos sete biomas.
Depois dessa atividade, o grupo tomou café da tarde, encerrando a programação que ele me descreveu.
Quando perguntei de qual parte havia gostado menos, Lucas apontou justamente a experiência em 4D. O motivo que apresentou foi simples: achou a atividade demorada.
Faço questão de deixar claro que essa é a opinião pessoal dele. Não significa que a atração seja demorada para todos os visitantes ou que outras crianças terão a mesma impressão.
Também não seria correto concluir que Lucas sentiu sobrecarga sensorial apenas porque não gostou da duração da atividade.
Em passeios com crianças autistas, observar o ritmo das atividades, os estímulos do ambiente e a possibilidade de fazer pausas pode ajudar as famílias a planejar experiências mais adequadas às necessidades de cada criança. Desenvolvo esse assunto no artigo Autismo e viagens: rotina e sobrecarga sensorial.
Acampark em Charqueada: resumo da excursão
A tabela abaixo reúne as principais informações que Lucas compartilhou sobre o passeio.
| Aspecto | Relato do Lucas |
|---|---|
| Destino | Acampark, em Charqueada (SP) |
| Data | Outubro de 2026 |
| Ocasião | Excursão escolar |
| Saída | Itararé (SP) |
| Parada durante a viagem | Itapetininga, para comer |
| Transporte | Dois ônibus de aproximadamente 50 lugares e um micro-ônibus |
| Café da manhã | Pão e suco de laranja |
| Atrações temáticas | Dinossauros, caverna, labirinto e holograma |
| Atividades de aventura | Tirolesa e arvorismo |
| Almoço | Arroz, brócolis, cenoura, macarrão e bife |
| Lazer | Piscina e bola de futebol |
| Atividade favorita | Piscina |
| Atividade de que menos gostou | Experiência em 4D, por ter parecido demorada |
Essas informações correspondem ao que Lucas me contou. Não são uma programação oficial do parque e não garantem que as mesmas atividades, refeições ou condições estejam disponíveis em outras datas.
Antes de organizar uma visita, consulte os canais oficiais do Acampark para verificar preços, programação, alimentação, regras de participação e recursos de acessibilidade.
Como saber se um passeio é inclusivo para sua família?
A experiência do Lucas também me faz pensar em uma questão importante para quem viaja com crianças: como saber se um lugar é inclusivo antes de visitá-lo?
Ter atrações variadas não significa, por si só, que um estabelecimento esteja preparado para atender às diferentes necessidades dos visitantes. É preciso buscar informações específicas sobre acessibilidade, comunicação, organização dos espaços e adaptações disponíveis.
No artigo Como saber se um lugar é inclusivo?, explico quais aspectos as famílias podem observar antes de escolher uma atração turística.
Também vale conversar previamente com o estabelecimento para esclarecer dúvidas sobre duração das atividades, ambientes fechados, estímulos sensoriais, possibilidade de pausas e acompanhamento dos participantes.
No conteúdo sobre turismo neurodivergente e escolha de destinos mais inclusivos, aprofundo essa questão e apresento pontos que podem ajudar no planejamento de passeios.
Não existe uma única experiência adequada para todas as pessoas. O que funciona para uma criança pode não funcionar para outra, inclusive entre crianças com o mesmo diagnóstico.
No caso do Acampark, o relato do Lucas permite conhecer sua experiência naquela excursão, mas não é suficiente para classificar o parque como inclusivo ou não. Para fazer essa avaliação, seria necessário obter informações adicionais sobre os recursos e as condições efetivamente oferecidos.
Minha visão como mãe autista: ouvir também é importante
Ouvir o Lucas contar sobre a excursão foi uma oportunidade de conhecer o passeio pela perspectiva dele.
Ele se lembrou dos cenários dos dinossauros, descreveu as atividades de aventura, contou o que comeu e explicou de quais momentos gostou mais e menos. Trouxe detalhes concretos de sua experiência, em vez de simplesmente classificar o passeio como bom ou ruim.
Como mãe autista, acredito no valor de respeitar a maneira como cada criança expressa suas preferências. Ao mesmo tempo, sei que não devo transformar uma experiência individual em uma explicação sobre todas as crianças autistas.
Lucas não precisa gostar da atração mais tecnológica para que a excursão tenha sido significativa. Também não precisa justificar sua preferência pela piscina.
Sua opinião é dele, e é justamente isso que torna este relato especial.
Compartilhar experiências reais também é uma forma de mostrar o turismo em família como ele acontece: com momentos interessantes, preferências diferentes e lembranças que nem sempre são aquelas que imaginávamos.
Vale a pena conhecer o Acampark em Charqueada?
Pelo relato do Lucas, a excursão escolar ao Acampark em Charqueada reuniu atrações temáticas, atividades de aventura, refeições e momentos de lazer. A piscina foi sua atividade favorita, enquanto a experiência em 4D foi a que menos o agradou, principalmente pela duração que percebeu.
Este artigo é um relato familiar, baseado nas lembranças e opiniões do meu filho. Não é uma avaliação técnica do estabelecimento nem uma garantia de que outros visitantes terão a mesma experiência.
Se você está planejando uma visita, confirme as informações atualizadas diretamente com o parque e considere as preferências e necessidades de quem vai participar.
E você, já visitou o Acampark com sua família ou participou de uma excursão escolar para lá? Conte nos comentários como foi a experiência. No Família Almeida na Estrada, valorizamos histórias reais que ajudam outras famílias a planejar seus passeios.
Glaziele Carvalho Almeida é professora de Língua Portuguesa e Literatura, viajante e criadora do Família Almeida na Estrada. Ao lado da família, compartilha experiências reais de viagens, roteiros, dicas de planejamento e turismo inclusivo, sempre buscando oferecer informações práticas para ajudar outros viajantes a conhecer novos destinos com mais tranquilidade.


