Como escolher seguro viagem sem cair na armadilha de olhar apenas o preço? Essa foi uma das primeiras dúvidas que tive quando comecei a pesquisar o seguro para nossa viagem em família ao Chile.
É muito fácil abrir várias opções, encontrar uma diferença de preço e pensar que o seguro mais barato será automaticamente a melhor escolha. Mas, quando comecei a comparar de verdade, percebi que existem outras coisas que precisam entrar nessa conta.
Hoje, antes de contratar, eu olho para o destino, a duração da viagem, quem estará viajando, as atividades do roteiro, as coberturas e as condições do plano. Só depois eu comparo o preço.
Quer comparar antes de decidir?
Se você já sabe o destino e as datas da viagem, pode fazer uma cotação e comparar as opções disponíveis antes de contratar.
FAÇA SUA COTAÇÃO DE SEGURO VIAGEM NA SEGUROS PROMO
A ideia não é escolher automaticamente o plano mais caro. É comparar as opções e entender o que está sendo contratado para a viagem que você realmente vai fazer.
O primeiro erro é comparar apenas o preço
Imagine encontrar dois planos: um custa R$ 90 e outro R$ 140.
A diferença parece simples.
Mas os dois oferecem exatamente as mesmas coberturas? Os limites são iguais? As condições são iguais? Existe alguma exclusão que possa fazer diferença justamente no seu roteiro?

A SUSEP orienta o consumidor a comparar seguros considerando coberturas equivalentes, consultar as condições contratuais e verificar o que está e o que não está coberto.
Por isso, quando alguém me pergunta como escolher seguro viagem, minha primeira resposta é: não comece pelo preço. Comece pela sua viagem.
1. Para onde você vai?
O destino é o primeiro ponto que eu analiso.
Uma viagem internacional de poucos dias pode ter necessidades diferentes de uma viagem em família para a neve, uma viagem com vários destinos ou uma viagem que inclua atividades esportivas.
Antes de fazer a cotação, eu penso:
- Qual é o destino?
- Quantos dias vamos ficar?
- Quantas pessoas estarão viajando?
- Vamos praticar alguma atividade?
- Vamos para a neve?
- Teremos deslocamentos longos?
- Existe alguma necessidade específica que precisamos verificar nas condições do plano?
Essas perguntas já ajudam a eliminar algumas opções que, à primeira vista, poderiam parecer interessantes apenas pelo preço.
2. Vai para a neve? Eu verifico duas vezes
Essa é uma preocupação que tivemos durante o planejamento da nossa viagem ao Chile.
Nosso roteiro incluía a Cordilheira dos Andes e regiões de neve. Por isso, não bastava encontrar um seguro barato. Precisávamos verificar as condições relacionadas às atividades que pretendíamos realizar.
E existe uma diferença importante entre estar em um destino com neve e praticar esportes na neve.

Se a viagem inclui esqui, snowboard ou outra atividade esportiva, eu verificaria especificamente as condições do plano para aquela atividade antes de contratar.
Se você também está planejando uma viagem para a neve, aproveite para conhecer nosso conteúdo sobre roupas para frio e neve em Santiago e o que realmente levar na mala.
3. Depois eu olho a cobertura médica
Em uma viagem internacional, essa é uma das primeiras coberturas que verifico.
A SUSEP informa que o seguro viagem internacional deve estar vinculado à cobertura de despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas em viagem, observadas as condições contratadas.
Por isso, não basta aparecer na tela a expressão “assistência médica”.
Eu quero saber:
Qual é o limite da cobertura?
Em quais situações ela pode ser utilizada?
Existem exclusões ou limitações?
Como devo acionar a assistência?
Essas informações ajudam muito mais na decisão do que simplesmente escolher o maior número apresentado na tela.
4. Não escolha pelo maior número
Essa é uma armadilha comum.
Ao comparar planos, podemos ficar impressionados com uma cobertura de valor muito alto e concluir que aquele plano é automaticamente superior.
Mas como escolher seguro viagem não é simplesmente procurar o maior número disponível.
É entender o conjunto da contratação.
A própria SUSEP recomenda que o consumidor leia as condições gerais e observe as coberturas e os riscos excluídos antes de contratar.
Por isso, eu prefiro passar alguns minutos lendo as informações do plano do que descobrir uma condição importante somente quando precisar utilizar o seguro.
5. Bagagem também entra na minha comparação
Ninguém começa uma viagem pensando que vai perder a mala.
Mesmo assim, problemas relacionados à bagagem podem acontecer e transformar rapidamente uma viagem tranquila em uma situação bastante desagradável.
Quando um plano oferece cobertura relacionada à bagagem, eu verifico exatamente qual situação está contemplada e quais são as condições para solicitar assistência ou eventual indenização.
Não significa que eu queira contratar todas as coberturas disponíveis.
Significa que quero saber pelo que estou pagando.
6. No nosso caso, existe um motivo a mais para ter seguro
Aqui entra uma particularidade da nossa família.
Eu e o Lucas somos autistas, e isso influencia algumas decisões que tomamos quando viajamos.
Mas não é simplesmente por sermos autistas que considero o seguro mais importante.
O que pesa é conhecer a nossa realidade.
O Lucas tem seletividade alimentar, e viajar significa sair da rotina, encontrar alimentos diferentes, dormir em outro lugar, lidar com novos ambientes, mudanças de horários, deslocamentos e muitos estímulos.
Tudo isso pode contribuir para uma desregulação.
Por isso, durante nossas viagens, tentamos levar alimentos conhecidos, pesquisar supermercados, verificar restaurantes e manter o máximo possível de previsibilidade.
Mas existe uma coisa que nenhum planejamento consegue controlar completamente:
um imprevisto.
Por isso, nunca viajamos para fora sem seguro
Se acontecer alguma situação inesperada, eu não quero estar em outro país tentando resolver tudo enquanto também preciso ajudar o Lucas a lidar com uma mudança brusca na rotina.
Não estou dizendo que toda pessoa autista precisa de um seguro diferente.
Essa é uma escolha da nossa família, baseada nas necessidades que conhecemos e na forma como viajamos.
Para nós, o seguro representa uma camada a mais de planejamento.
Se surgir uma necessidade de assistência durante a viagem, dentro das condições contratadas, pelo menos essa parte já terá sido pensada antes de sairmos de casa.
Por isso, nunca viajamos para fora do Brasil sem contratar seguro viagem.
7. Seguro não evita o problema
Essa é uma diferença importante.
O seguro não impede que alguém fique doente.
Não impede um acidente.
Não impede um problema com a bagagem.
E não garante que uma viagem será livre de imprevistos.
O que ele pode fazer é oferecer assistência para determinadas situações previstas nas condições contratadas.
Para a nossa família, isso significa eliminar pelo menos uma preocupação de uma situação que já poderia ser difícil.
Foi também por isso que, na nossa experiência, o seguro deixou de ser apenas mais um item da lista de viagem e passou a fazer parte do planejamento desde o início.
8. Vai para o Chile? Eu tenho um guia específico
Se você chegou neste artigo porque está planejando viajar para o Chile, vale continuar a leitura.
Seguro viagem para o Chile: quanto custa e o que analisar antes de contratar
Nesse artigo específico, entro mais profundamente nas questões relacionadas ao destino e conto como analisamos o seguro para a nossa própria viagem.
Aqui, o objetivo é mais amplo: mostrar como escolher seguro viagem independentemente do destino.
Essa diferença é importante porque você não precisa ler um texto enorme para encontrar uma informação específica.
9. Viaja em família? Faça a cotação para todos
Quando viajamos em família, não pensamos no seguro apenas para uma pessoa.
Fazemos a cotação considerando todos os viajantes, porque idade, quantidade de pessoas, destino, duração e plano escolhido podem interferir no valor.
Na nossa viagem ao Chile, pagamos aproximadamente R$ 180 pelo seguro da família.
Esse é um valor da nossa experiência e não deve ser considerado como preço atual ou referência fixa para qualquer viagem.
O seu seguro pode custar mais ou menos dependendo das características da viagem.
Por isso, se você quer descobrir quanto vai pagar, o melhor caminho é fazer uma cotação com as suas datas, destino e viajantes.
10. Quanto custa um seguro viagem?
Essa é uma das perguntas que mais aparecem quando começamos a planejar uma viagem.
Mas não existe um preço único.
O valor pode variar conforme o destino, a duração da viagem, a idade dos viajantes, as coberturas e o plano escolhido.
Na nossa viagem ao Chile, os aproximadamente R$ 180 que pagamos pelo seguro fizeram parte do orçamento geral da viagem.
Se você quiser conhecer os outros gastos, pode conferir quanto custou nossa viagem ao Chile em família, incluindo hospedagem, alimentação, transporte, passeios e outros itens.
11. Quer economizar? Não comece pelo plano mais barato
Nós pesquisamos bastante para economizar durante a viagem ao Chile.
Comparamos hospedagem, transporte, alimentação e passeios.
Mas aprendemos uma coisa importante:
economizar não significa simplesmente escolher o menor preço em tudo.
Em algumas despesas, conseguimos reduzir bastante os custos com pesquisa e planejamento.
Em outras, preferimos pagar por aquilo que consideramos importante para a nossa viagem.
O seguro entrou nessa segunda categoria.
Não quero pagar por coberturas que não fazem sentido para o meu roteiro, mas também não quero economizar alguns reais e deixar de considerar uma proteção importante.
Meu checklist antes de contratar
Antes de finalizar uma cotação, eu verifico:
☐ Destino correto
☐ Datas corretas
☐ Todos os viajantes incluídos
☐ Cobertura médica, hospitalar e odontológica
☐ Limites das coberturas
☐ Atendimento de emergência
☐ Regras para bagagem
☐ Atividades esportivas, se houver
☐ Esportes de inverno, se necessário
☐ Exclusões e limitações
☐ Forma de acionar a assistência
☐ Condições gerais do plano
☐ Informações da seguradora
A SUSEP recomenda que o consumidor compare coberturas equivalentes, verifique as condições do seguro, observe os riscos excluídos e confira o registro da seguradora antes da contratação.
Só depois dessa conferência eu olho novamente para o preço.
Então, como escolher seguro viagem?
Depois de pesquisar e passar por essa experiência, como escolher seguro viagem ficou muito mais simples para mim.
Eu começo pelo destino.
Depois verifico a duração da viagem e quem estará viajando.
Analiso as coberturas que realmente fazem sentido para o roteiro.
Se houver neve ou atividade esportiva, verifico as condições específicas.
Leio as exclusões.
E somente depois comparo os preços.
Não procuro necessariamente o seguro mais barato.
Também não parto do princípio de que o mais caro é o melhor para mim.
Procuro aquele que faz sentido para a viagem que vou fazer.
Faça sua cotação antes de embarcar
Se você já tem destino e datas definidos, pode comparar as opções disponíveis antes de fechar.
COMPARE OS PLANOS E FAÇA SUA COTAÇÃO NA SEGUROS PROMO
Você pode verificar os valores, analisar as coberturas e ler as condições antes de tomar sua decisão.
Não escolha apenas pelo menor preço. Escolha sabendo o que está contratando.
O seguro é uma daquelas coisas que esperamos não usar
Quando penso em viagem, prefiro falar de passagens, hotéis, restaurantes, passeios e lugares que quero conhecer.
Seguro viagem não é a parte mais divertida do planejamento.
Mas é uma daquelas coisas que eu prefiro resolver antes de fazer a mala.
Na nossa viagem ao Chile, fizemos a cotação, analisamos as opções e incluímos o seguro no orçamento.
Para a nossa família, isso traz uma tranquilidade importante.
Principalmente porque viajar com o Lucas significa pensar também em alimentação, descanso, estímulos, mudanças de rotina e na possibilidade de uma desregulação.
Não viajamos esperando que algo aconteça.
Viajamos sabendo que fizemos o possível para estar preparados.
Planejar não significa prever tudo
Essa foi uma das coisas que nossa experiência de viagem ensinou.
Não conseguimos controlar o clima.
Não controlamos atrasos.
Não controlamos doenças ou acidentes.
Não controlamos todos os imprevistos.
Mas podemos pesquisar antes, organizar documentos, escolher hospedagens adequadas, planejar a alimentação e contratar um seguro que faça sentido para o nosso roteiro.
Para mim, isso também é viajar com tranquilidade.
E se a sua viagem também envolve uma criança autista, vale conhecer nossa experiência em viajar para o Chile sendo autista.
Antes de contratar, faça estas quatro perguntas
1. O destino está correto?
2. As coberturas fazem sentido para o meu roteiro?
3. Eu li as limitações e exclusões?
4. Comparei planos semelhantes?
Se a resposta for sim, você já está muito mais preparado para escolher.
E, se ainda estiver em dúvida, não precisa contratar por impulso.
Faça a cotação, compare com calma e leia as condições.
As coberturas, limites, exclusões e condições de utilização dependem do plano e das condições contratuais vigentes no momento da contratação.


